Resenha: KRYOUR - Where Treasures Are Nothing

No dia 1 de novembro participei do video clipe e do show da banda Sick Damnation, e de quebra assisti a apresentação da banda Kryour e fui presenteado pela banda com o primeiro álbum deles. Grato meus amigos! E nada mais justo que fazer uma resenha desse disco, então... boa leitura.



Estamos numa época em que grande parte da juventude está focando sua atenção em games, redes sociais e aplicativos, e ver uma galera nova ainda se interessando em tocar e fazer música é no mínimo uma grata surpresa.
Mas, e se além disso, esse pessoal tocasse muito bem, e nos brindasse com músicas de extremo bom gosto, estruturas inteligentes e vocais acima da média? Bom, seria simplesmente perfeito.
Então lhes apresento a banda Kryour. Oriunda da cidade de São Paulo, que numa alquimia sonora seus integrantes misturam doses cavalares de melodia com o peso do metal, leia-se death, thrash e metalcore, e pra quem acha que isso não surtiria efeito, estará redondamente enganado.
O que vemos aqui nesse disco, é uma molecada compondo músicas com inteligência e talento emulando estruturas complexas, com partes clássicas e outras agressivas, e claro que algumas dessas partes vão lembrar bandas que os influenciaram, por exemplo, Children Of Bodom, porém de uma discrição ímpar, resumindo... apenas lembra.
O álbum de estreia Where Treasures Are Nothing é composto por onze faixas sendo que a última é um cover inusitado de um grande sucesso das pistas de dança da década de 80, "Maniac" do Michael Sembello. Isso só mostra o lado eclético e desprovido de preconceito da banda.
Todas as faixas são saborosas mas destaco "Beginning Of Innocence", "Falling In Oblivion", "My Conjugue" - poderosíssima com um refrão melodioso e épico, e "The Leaving", a melhor.
As guitarras de Gustavo Iandoli e Wesley Peira são de extremo bom gosto criando licks claros, riffs pesados e solos inspiradíssimos. Vê-los ao vivo e tocando com extrema facilidade partes complexas é surpreendente. A cozinha cumpre seu papel com louvor. O baixista Gustavo Satyl e o baterista Matheus Carrilho criam uma base sólida e criativa e isso faz com que a música não fique maçante. Ela flui.
Em suma, o disco é um crescendo. Ele flui dignamente e como primeiro registro a banda prova o enorme talento de seus músicos, ou seja, aguardo com ansiedade novos trabalhos no futuro.

P.S.: O cover do Michael Sembello ficou sensacional!

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