COMPROMETIMENTO
E os ecos do MOA voltam a ser ouvidos.
O fantasma do festival Metal Open Air, que ocorreu em S. Luiz, dão o ar da graça pra assustar agora o Sul do Brasil. A vítima agora foi o Zoombie Ritual que finaliza um ano bem abaixo do esperado em matéria de alegria aos fãs de música pesada.
Mas o que acontece com os promotores? Qual o(s) fator(es) que leva o sonho de fazer um festival se tornar um pesadelo, tanto para bandas como para o público também? No caso do Zoombie acredito que não foi de má fé, mas diria que houve uma falta de... COMPROMETIMENTO.
Mas não é um comprometimento com o amigo, ou a amiga, o pai, a mãe... não! É aquele comprometimento com você mesmo. Com o seu próprio ser.
É querer realizar o impossível.
É querer com as vísceras, e não dá boca pra fora.
O que falta nessas pessoas é esse comprometimento. É deixar de fazer outras coisas na vida, para simplesmente depositar toda a energia, esforço, tempo, corpo e alma para a realização de um evento, e cancelamentos desse tipo desapontam demais até mesmo o mais fiel dos headbangers.
Não quero ficar culpando fulano, cicrano, beltrano com minhas palavras, aliás nem é o objetivo desse post. É apenas uma forma que encontrei para liberar minha insatisfação com o ocorrido. Agora, quebrar o produtor na porrada, descontar a raiva e a frustração não é uma boa solução, nunca foi e nunca será. E fomentar a discórdia também não. Não vai ajudar em nada atitudes como essas. O Zoombie deu problema nessa edição, mas não descarto a possibilidade do festival retornar ano que vem com os devidos reparos.
Apenas quero lembrar que existem muitos promotores abnegados, que lutam e sonham em fazer um festival que satisfaça a todos, e o mais importante de tudo... fazer com comprometimento.
Acontecimentos como esse geram comentários depreciativos e isso de certa forma é normal, é um desabafo - e com toda a razão - de uma geração insatisfeita, mas por um outro lado, serve de alerta para promotores aprimorarem mais ainda seus eventos. Ver o que funciona ou não. Obviamente não dá pra comparar com o Wacken, um festival que há 25 anos continua incólume, porém para chegar nessa bodas de prata houve muita dedicação e paciência para solucionar os problemas do começo, para que ele se tornasse hoje um dos maiores festivais da Europa. Pelo menos, em matéria de longevidade, o Wacken Open Air é o maior. Tive a oportunidade de fazer muitas turnês internacionais, muitos shows em festivais, e o que vou dizer aqui não é nada novo, chega até ser redundante, mas o comprometimento com o público e banda é vital e dar as devidas condições não é luxo, é respeito.
É necessária urgentemente a renovação do público do metal no Brasil e a profissionalização dos promotores de shows. Acredito que sejam duas opções que podem ser estudadas e aplicadas.
comprometer v. t. Sujeitar. Empenhar: comprometer
a sua palavra. V. p. Obrigar-se simultaneamente com
outrem a alguma coisa. Obrigar-se: comprometo-me a ir
l´a. Estabelecer compromisso. Assumir responsabilidade
grave. (Lat. compromittere)

Caraca hein Vitor! Tinha tudo pra ser um puta evento... você disse tudo... sem comprometimento não rola!
ResponderExcluirGrato pelas palavras Riane...
ExcluirE a verdade é essa... sem compromisso, sem comprometimento nada acontece...
é isso mesmo vitor! infelizmente esse festival estava se não me engano ha 6, 7 anos seguidos... acho que nao haverá no próximo ano, e tinha tudo para dar certo cada vez mais! ao meu ver ele estava se formando como o mais favorito aqui no brasil. não temos tantos festivais assim a ponto de ter varias bandas internacionais e eu realmente apostava muito nesse zoombie ritual, o que é uma pena isto ter acontecido.
ResponderExcluirExato Iruska...
ExcluirCom toda a certeza os maiores festivais do mundo voltados ao rock e metal passaram por milhares de problemas, mas a maioria deles tinham pessoas focadas em seus objetivos, ou seja, comprometidas em fazer um festival onde banda, público e os próprios promotores saíssem satisfeitos do evento.
Fico extremamente triste com o que aconteceu, mas não desanimado. Cair é algo que acontece na vida de todos, mas saber se levantar é o grande trunfo dos vencedores..
Fiquei triste com o q aconteceu,,, Ano passado tocamos lá e foi maravilhoso, sem problemas com ninguem. Espero q muita coisa seja re-pensada pra q esse fest continue em suas futuras edições.
ResponderExcluirGrande mortmox
ExcluirDesejo o mesmo para as futuras edições...
Grato!
Hash
ResponderExcluirCom certeza são soluções muito bem-vindas e que podem ser sim aplicadas, mas é aquilo que eu disse aí em cima no meu texto... sem comprometimento, nada acontece.
Grato pelo seu comentário!!
Boa, Vitão!
ResponderExcluirTexto coerente e sensato.
Estou aqui no Zoombie desde quinta-feira e uma coisa é certa: não há má-fé do Juliano, organizador. O que existe é uma grande falta de respeito e de comunicação com o público e com as bandas, e acho que foi isso que gerou a insegurança em alguns empresários de bandas, principalmente as gringas. Não se sabe nada acerca dos cancelamentos, não há uma escala de shows, não se sabe que banda vai tocar, a que horas vai tocar, e muitas vezes não se sabe nem qual banda está tocando, pois os caras não anunciam nada. Absolutamente nada!!
Trocam a ordem das bandas e, pior, trocam o DIA das bandas! Ontem tocou uma das maiores surpresas do festival até agora, o Brutal Exuberância, que estava agendado para hoje. Quem veio hoje para ver os caras, se fudeu!
A COMUNICAÇÃO dos produtores com o público é ZERO, e é isso que gera a insegurança e a revolta. E certamente isso gerou o cancelamento de bandas como Venom, conforme se verifica do teor da mensagem no site oficial deles.
Mas, como você bem colocou, acertando alguns pontos, o festival pode ir adiante com muito sucesso, pois potencial e público ele tem! Aliás, o público está sendo o ponto alto do festival. A galera está agitando e curtindo até o último segundo de cada dia, como se não tivesse havido qualquer problema. Parabéns ao público headbanger do Brasil todo!
E ano que vem queremos Voodoozar em todos os festivais do Brasil e do mundo!!!
Concordo muito com seu ponto de vista, o Zombie Ritual já vinha a muito tempo ganhando respeito e admiração na cena, e foi isso que mais decepcionou o publico. O que faltou foi comprometimento com o publico e bandas, no caso do Carcass, isso ficou extremamente explicito, os produtores metendo os pés pelas mãos e extrema irresponsabilidade da falta de comunicação com o publico, isso tudo faz com que nosso sonho de um festival decente e que nos mostre nosso enorme potencial musical não saia de nossos sonhos! Temos potencial para um festival tão bom quanto Maryland Deathfest ou até Wacken Open Air, falta comprometimento!
ResponderExcluirGrande Vitor boa tarde, parabéns pela postagem.
ResponderExcluirEu acho q a palavra q define bem tudo referente ao Zoombie e falta de Humildade. Ela tb se enquadra ao comprometimento.
Se o produtor do Zoombie tivesse humildade, tenho certeza q ele não estaria passando por isso.
Aprender sempre será bem vindo, juntando-se ao comprometimento tenho certeza q as coisas acontecem. Temos q se profissionalizar mais, o mercado exige.
Abraço
Pedro Silgar.
Pois é Vitor. Acho que não foi exatamente a palavra "comprometimento" que faltou, porque pelo pouco que conheço do Juliano, ele não faltaria com isso. Em minha opinião, acho que foi um passo maior que a perna. Ele quis fazer um evento maior do que podia abraçar, esperando que todos os ingressos antecipados pagassem todas as contas, que foi o que não aconteceu, pois com esse cast, o dinheiro envolvido é muito alto, e falto uma reserva ante tudo isso. 4 dias foi um exagero, e todas essas bandas de renome internacional também. Talvez 5 ou 6 seria perfeito, e pelo nome que o festival já tem, se auto sustentaria perfeitamente. Forte abraço!!!
ResponderExcluirImensamente grato pelo seu esclarecimento Mer. Deyron.
ExcluirGrande abraço!
Infelizmente, o passo maior que a perna sai caro. No Brasil, temos uma cultura de que tudo se pode dar aquele jeitinho! De que as bandas no nosso terreno têm que se adaptar com isso. As bandas são profissionais, consagradas e já tem espaço mais que garantido na cena e mesmo assim fazem esforços (vide Carcass) para levar o melhor do som aos fãs, mesmo com a incompetência nossa de realizar um festival. Não podemos mais ser tão coniventes com produtores sem comprometimento. O show é para os fãs, para a banda e também para o business. A nossa cena precisa de pessoas competentes para ser gerida! Longa vida aos predestinados para mudar esse pensamento. PROFISSIONALISMO já no METAL e uma cabeça MAIS MADURA dos fãs!
ResponderExcluirÉ isso aí Rafael!! Perfeito!!
ExcluirAbração
cho que o maior problema foi trazer muitas bandas gringas de uma vez. Acredito que o certo deveria ir aumentando o número de bandas estrangeiras conforme as edições, por exemplo: na última edição trouxe 2 bandas gringas, nesta traria 3, ir aumentando gradualmente para saber como ir gerindo a grana que vai entrando aos poucos com as vendas dos ingressos (inclusive porque brasileiro tem mania de deixar para comprar ingressos em cima da hora).
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