NINGUÉM PODE MATAR A MORTE - CHUCK SCHULDINER
Bem, nunca fui bom em matemática. Aliás, em
qualquer matéria que tivesse cálculo eu sempre tinha dificuldade em resolver os
problemas. Conseguia uma nota 5 com muito custo só pra passar na média e olha
lá. Mas ontem, foi a primeira vez que fui em uma aula de matemática mais feliz
que mosca em tampa de xarope (ditado gaúcho).
O local da aula, ops... do show foi no Via
Marquês. Mas era mais que um show, era um tributo a um dos músicos mais geniais
da nossa era, Chuck Schuldiner. Nos meus posts anteriores não mencionei o nome
dele porque estava esperando esse dia justamente para ver – e ouvir – a obra desse
mestre ao vivo, e pude ver no palco o legado desse músico magistral em uma
performance perfeita e carregada de emoção, e muita emoção diga-se de passagem.
O Death foi uma das primeiras bandas de death
metal que ouvi, e Chuck foi – e ainda é – referência para meus vocais. Leprosy
foi o disco que eu escutava em uma velha fita k-7 Basf. Escutava tanto que
cheguei a cantar Left To Die no palco. Vieram as maravilhosas obras-primas criando
mais complexidade em suas composições, ao mesmo tempo que gerava mais e mais
admiração pelo talento de Chuck. Na minha opinião, ele era uma espécie de Frank
Zappa do death metal.
E na noite do dia 07 de setembro tive o
imenso prazer em testemunhar músicos do mais alto gabarito fazendo uma justa
homenagem ao Chuck, nos presenteando com um set-list recheado de clássicos. Me
deleitei com as viradas absurdas e precisas de Gene Hoglan na bateria; a
habilidade quase sobrenatural de Steve DiGiorgio ao tocar baixo sem trastes –
fretless – sendo que um deles tinha apenas 3 cordas, e conseguir tirar timbres
gordos e poderosos, e que às vezes Steve fazia me lembrar de outro grande gênio que se foi, Cliff Burton. As guitarras formadas por Bob Koelbe, Steffen Kummerer alternando
os vocais com Max Phelps que tocava e cantava com exímia habilidade e com o
mesmo timbre de voz do mestre Schuldiner, mostravam claramente a complexidade e
a beleza das composições de Chuck. The Philosopher, Left To Die, Pull The Plug,
Symbolic, Lack Of Comprehension, Crystal Mountain, enfim; afirmo com certeza
que Death deveria ser ensino fundamental nas escolas.
O show se encerra. E fica uma pergunta no ar:
Será que essa formação poderia dar continuidade ao legado do Death? Sinceramente
não. Porque o Death sem o Chuck, não é Death. Mas é mais do que justo um
tributo como esse, que leva a obra desse genial artista a lugares onde ele não
conseguiu ir, e finalizo com uma frase do próprio Chuck: “Ninguém pode matar a
Morte”.

Boaaa! Pena que não pude conferir ao vivo!!!! :)
ResponderExcluirQue pena Andréa...
Excluirfoi um show sensacional mesmo, Steve e CIA estavam surreais no palco matando a pau cada clássico do Death! muito foda me emocionei em determinados momentos fudido demais \m/
ResponderExcluirRealmente ouvir aquelas músicas ao vivo foi emocionante. Obviamente se Chuck estivesse vivo seria mais do que maravilhoso, mas a atitude de levar o legado e a arte desse gênio ao palco foi muito bonita...
ExcluirMandou muito bem Vitão!!!
ResponderExcluirGrato meu velho!!!
ExcluirBelas palavras Vitor Rodrigues tomarei a liberdade e irei postar seu comentário sobre esse show supremo.Chuck para mim foi e sempre será um músico excepcional " Master " \,,/
ResponderExcluirConheci o Death através de um VHS do Live in L.A e eu pirei no momento em que vi o Vocalista cantando e tocando aqueles solos na guitarra. Até então eu não sabia quem era Chuck, fui atrás e procurei informações que eram muito difíceis pela internet não ser tão difundida como é hoje. Comprei o Leprosy e parti para os outros álbuns logo após.
ResponderExcluirChuck é uma lenda que não pode ser descrita em poucas palavras.