VOCAIS INFLUENTES: DAVID VINCENT (MORBID ANGEL)
Outro grande vocalista é David Vincent. O
trabalho vocal empregado por ele nos 4 primeiros álbuns do Morbid Angel é de
tamanha magnitude que fica difícil escolher quais dessas obras maravilhosas
posso citar como exemplo. Mas vamos dar uma rápida pincelada sobre esses
clássicos e ressaltar as partes mais relevantes:
Altars of Madness: Esse disco foi um dos que
mais ouvi na minha vida. Immortal Rites é uma das melhores músicas de death
metal de todos os tempos e aqui ouvimos David Vincent com seu timbre doentio e
maléfico disparando blasfêmias. Vale ressaltar também a forma como Dave encaixa
muito bem os vocais, e de certa maneira até melodiosa. Visions from the Dark
Side é um prenúncio do que viria a ser o Black metal norueguês. O álbum inteiro
é um clássico absoluto.
Blessed are the Sick: Aqui podemos notar que
Dave está com o timbre mais agudo em sua voz, e isso dá mais agressividade às músicas. Brainstorm é um exemplo disso. No começo da faixa
Day of Suffering, Dave utiliza-se de um timbre mais grave, chegando ao gutural, mas em Abominations volta ao timbre mais agudo mostrando o quanto ele é
versátil.
Convenant: O álbum já abre com um dos maiores
clássicos da banda, Rapture, e podemos sentir o porquê do Morbid ser uma banda
que carrega uma aura maléfica em cada nota, em cada palavra. O vocal de Dave nesse disco tem um timbre rasgado mas não muito aberto. É mais contido, rouco, e
podemos dizer que carrega um médio agudo, ou seja, não é estridente e tampouco
gutural inaudível. O disco termina com a épica God of Emptiness onde Dave
mostra um estilo vocal um pouco mais grave, e partes onde praticamente
declama, algo que ele usaria no próximo disco.
Domination: Nesse quarto disco do Morbid
Angel, percebemos que os vocais estão bem mais graves e isso faz do
álbum soar mais soturno, mas sem perder seu poderio. Alguns vocalistas de metal
já fizeram uso desse expediente, de mudar o timbre da voz no curso de suas
carreiras (vide Mile Petrozza do Kreator e o Chuck do Death). Aqui, a voz grave e
sombria de Dave está presente no refrão de Eyes to See, Ears to Hear, onde
temos Trey Azagthoth se aventurando nos vocais com resultados muito bons. Esse
disco é um dos mais “viajantes” do Morbid e o timbre grave de David Vincent deu
um clima mais assustador ao álbum. Na faixa Hatework, ele simplesmente vocifera seu gutural mais cavernoso e brutal, confira!
Enfim, após essas 4 maravilhosas obras-primas,
Dave sairia após o álbum ao vivo, Entangled in Chaos e só retornaria no nono
disco, Illud Divinum Insanus.

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