UMA DAS MELHORES ESCOLHAS QUE JÁ FIZ
A estória sobre o disco sem capa do Running Wild até que rendeu na minha fanpage(risos). Mas agora vou
citar uma outra que também teve a Woodostock Discos como cenário. Naquela época,
eu não costumava ir muito na Galeria do Rock. Só em pensar de que haviam punks
e carecas esperando por vítimas incautas não era nada animador, e o pior se você
fosse fã de Metal. Portanto, eu ia da estação Anhagabaú para a loja do Walcir e
fazia o caminho de volta pra casa, e numa dessas minhas incursões por lá, me
deparei com a parede da loja toda forrada com os cinco discos mais fodas da
banda King Diamond – Fatal
Portrait, Them, Abigail, Conspiracy e o mais recente deles, o
The
Eye. Estava nas nuvens. E como sempre a falta de grana era constante na
minha vida, optei por levar apenas um disco, e o escolhido foi o... The
Eye?! Até hoje me pergunto o porquê de tê-lo escolhido, mas
sinceramente não tenho a resposta. Bem, levei a bolacha pra casa e quando ouvi
as primeiras notas da Eye of the Witch,
fiquei deslumbrado. Pensava comigo “finalmente
tenho um disco do King Diamond!” e furei essa faixa até chegar na segunda
música, The Trail, que é simplesmente
o ápice da habilidade vocal de King Diamond, onde ele interpreta vários
personagens acentuando mais ainda a dramaticidade que lhe é muito peculiar do
Rei. Após esse épico digamos Shakespeariano, a faixa Burn com incursões de um violino realmente diabólico e um solo
magnífico de Andy LaRocque dá o tom da coisa até culminar na Two Little Girls. Uma das músicas mais
sinistras que já ouvi. Apenas voz, teclado e uns sinos tétricos. Into The Convent parece realmente que
estou dentro de uma igreja medieval pela enorme quantidade de belas melodias
clássicas acrescentadas por um chorus nos vocais de King. Father Picard é uma de minhas favoritas. É dramática e bem melódica
e de quebra, o refrão é belíssimo. Behind
Those Wall começa no gás com um teclado insano e a melodia é bem dramática.
The Meetings é recheada de mudanças
de tempo na bateria, aliás, cabe uma curiosidade aqui sobre o álbum The
Eye. Após a saída do monstro Mikkey Dee, King Diamond resolve chamar Snowy
Shaw, onde ele toca em drum pads, e não em uma bateria eletrônica como muitos
supõem. Insanity, bem, essa é de
longe uma das composições instrumentais mais belas de todos os tempos na minha
humilde opinião. Ouça e verás. 1642 Imprisonment mostra a habilidade dos
teclados de Roberto Falcão, e ele se destaca de maneira soberba. A maravilhosa The Curse encerra esse disco, que para
mim é o mais climático do mestre King
Diamond, e chego a seguinte conclusão: talvez eu ainda não saiba o porquê
de tê-lo comprado naquele dia, mas após ouvi-lo acredito com toda a certeza, que
foi uma das melhores escolhas que fiz.

Cara....sei o que fala sobre King Diamond! Mestre! E comprar um vinil com o Walcyr, chegar em casa e escutar até os vizinhos decorarem....poutz! Concordo com cada palavra que vc escreveu! Long live!
ResponderExcluirÉ isso ae Andréa, muito obrigado!
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