E A COPA VEIO, E A COPA JÁ FOI
E a Copa veio, e a Copa já foi.
Antes mesmo dela começar já se protestavam contra a sua realização
no país que ainda tinha – e tem – muitos problemas para resolver, mas mesmo
assim a Copa veio. Jornalistas, turistas e fãs do esporte bretão compareceram
em ótimo número nos jogos para abrilhantar o espetáculo apesar dos preços abusivos
dos ingressos. E com o decorrer do certame, os jogos foram se tornando um mais
emocionante que o outro, até mesmo aqueles realizados com times com pouca ou
nenhuma tradição em copas do mundo.
Mas, nos bastidores da política brasileira, o que se exaltava era
a palavra “dividendos”. Qualquer ameaça que pairava sobre a integridade do
evento – economicamente falando – era “dividendos”. Ou seja, bilhões investidos
nos estádios, na infraestrutura, aeroportos, tudo seria revertido em “dividendos”
aos cofres do país. Sinceramente, não vi e com certeza não vou ver os tais “dividendos”.
Talvez não agora, mas não sei se os tais dividendos vão ser superfaturados em
alguma licitação a ser aceita pelo Congresso, e por aí vai.
O fato é que nesses 30 dias a Alemanha simplesmente fez o que o
nosso governo simplesmente ignora. Além de ganharem a Copa 2014 e esbanjarem
simpatia, os alemães ainda doaram o valor de R$ 30.000 reais para os índios
Pataxós como forma de agradecimento.
Sou fã do futebol, mas fico enojado com as entidades que comandam,
e a atitude da seleção alemã foi uma espécie de tapa na cara com luva de pelica.
O triunfo dela representa a vitória da organização em cima da presepada, da
seriedade em cima da malandragem, da eficiência alemã em cima do jeitinho
brasileiro.
O Heavy Metal nasceu em Birminghan, Inglaterra, mas hoje ele
reside na Alemanha. O futebol também nasceu na Inglaterra, e adivinhem em que
país ele irá reinar por 4 anos?
P.S. Me emocionei muito quando a Seleção Alemã colocou a taça no
chão, e como forma de agradecimento dançaram em volta dela homenageando os
índios Pataxós.

Faço minha suas palavras Vitor!
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